Meta Repensa Futuro: Adeus Metaverso, Olá IA e Óculos Inteligentes
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Meta Repensa Futuro: Adeus Metaverso, Olá IA e Óculos Inteligentes

A Meta, de Mark Zuckerberg, está a rever a sua estratégia, afastando-se do ambicioso sonho do metaverso após avultados investimentos. Com uma nova vaga de demissões na Reality Labs, a empresa foca-se agora em soluções mais concretas, como óculos inteligentes com IA e aplicações móveis. Esta viragem estratégica visa responder de forma mais direta às necessidades e expectativas dos utilizadores em mercados como o português e europeu.

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Após anos de investimento massivo e um entusiasmo inegável em torno do conceito de metaverso, a Meta, liderada por Mark Zuckerberg, parece estar a ajustar a rota de forma significativa. O sonho de um universo virtual imersivo, que consumiu biliões de euros em recursos e tempo, está a ser reavaliado. A empresa anunciou recentemente uma nova fase de reestruturações e cortes de pessoal dentro da sua divisão Reality Labs, sinalizando uma viragem clara para tecnologias com aplicações mais tangíveis e imediatas.

A Viragem Estratégica da Meta

A Reality Labs, o braço da Meta dedicado à realidade virtual e aumentada, tem sido o epicentro dos investimentos no metaverso. No entanto, os resultados financeiros e a adesão dos utilizadores não corresponderam às expectativas de forma generalizada. Esta nova vaga de demissões reflete uma decisão estratégica de focar recursos em áreas que prometem um retorno mais rápido e concreto. A empresa está a reposicionar-se, priorizando projetos que integram Inteligência Artificial (IA) e que se traduzem em experiências mais acessíveis no dia a dia, em detrimento de visões de longo prazo que ainda se encontram num estado embrionário.

O Futuro Pós-Metaverso: Óculos Inteligentes e IA

O novo foco da Meta recai sobre os óculos conectados com IA e as aplicações móveis. Exemplos claros desta aposta são os óculos inteligentes Ray-Ban Meta, já disponíveis em Portugal por cerca de 329€ (comercializados em lojas como a Worten e Fnac), que integram câmaras, microfones e, mais recentemente, funcionalidades de IA para interações mais inteligentes. Esta abordagem difere substancialmente da construção de um metaverso complexo e totalmente imersivo. A Meta parece reconhecer que o mercado europeu, em particular, valoriza a utilidade prática e a integração tecnológica discreta na vida quotidiana, mais do que a promessa de realidades paralelas que ainda demorarão a massificar-se.

Para os utilizadores portugueses e europeus, esta viragem da Meta significa uma aposta em produtos e serviços que poderão ter um impacto mais imediato nas suas vidas. Em vez de aguardar por um futuro distante e incerto no metaverso, podemos esperar ver a Meta a introduzir inovações mais palpáveis em dispositivos como os óculos inteligentes, que prometem complementar a experiência móvel com funcionalidades avançadas de IA, facilitando tarefas e conectando-nos de formas mais intuitivas, mas sempre no mundo real. Esta é uma estratégia que se alinha melhor com as tendências de consumo e a maturidade tecnológica da região.