Meta lança programa de retomas para óculos inteligentes nos EUA
A Meta está a testar um programa piloto de retomas de óculos inteligentes Ray-Ban e Oakley nos EUA, oferecendo descontos em novos modelos. Uma estratégia par.
A Meta, gigante tecnológica por trás do Facebook e Instagram, prepara-se para agitar o mercado dos dispositivos vestíveis com uma iniciativa inovadora. A empresa lançou um programa de retomas (trade-in) para os seus óculos inteligentes, incluindo os modelos Ray-Ban Meta e Oakley Meta. Este programa, contudo, é um projeto piloto e está atualmente restrito ao mercado dos EUA, com validade até 31 de dezembro. Ainda assim, a sua existência sinaliza uma estratégia da Meta para impulsionar a adoção e a atualização dos seus wearables, algo que poderá, de facto, vir a expandir-se a outros mercados no futuro.
Um Programa Piloto Com Potencial
Este programa inédito permite aos consumidores trocarem os seus óculos inteligentes de primeira geração, os Ray-Ban Meta Gen 1, ou até mesmo certos modelos de auriculares, para obterem descontos na compra de novos óculos. A lista de produtos elegíveis para retoma surpreende pela sua amplitude, incluindo, para além dos próprios óculos Ray-Ban Meta Gen 1, uma seleção de auriculares de topo de gama. Entre estes, destacam-se os Apple AirPods Pro 2, AirPods Pro, alguns modelos Beats (Powerbeats Pro 2, Studio Buds+, Fit Pro) e várias versões dos Samsung Galaxy Buds (Buds3, Buds3 Pro, Buds3 FE). É de notar que a lista inclui uma referência a uns “Apple AirPods Pro 4” que, ao que parece, ainda não existem, levantando dúvidas se será um erro ou um modelo futuro.
Contudo, nem todos os dispositivos são aceites. Modelos como os Meta Ray-Ban Display, edições limitadas e óculos recondicionados não são elegíveis para este programa de desconto. Para usufruir da oferta, a compra dos novos óculos deve ser feita diretamente através do website da Meta.
Incentivo à Atualização e Novas Compras
Os descontos oferecidos variam consoante o dispositivo entregue e o seu estado de conservação, podendo, no mercado norte-americano, ir até aproximadamente 100 euros (com base na conversão dos 113 dólares mencionados). Este valor representa uma fatia considerável no preço dos Ray-Ban Meta Gen 2, que custam cerca de 379 dólares nos EUA e que, expectavelmente, terão um preço similar em euros no mercado europeu quando disponíveis. Os Ray-Ban Meta Gen 2 oferecem melhorias substanciais face à geração anterior, nomeadamente o dobro da autonomia da bateria e aperfeiçoamentos na câmara, tornando-os uma opção mais atrativa para quem procura funcionalidades avançadas.
Esta é uma forma inteligente da Meta incentivar não só a atualização para os seus modelos mais recentes, mas também a entrada de novos utilizadores no ecossistema dos seus óculos inteligentes. Programas de retomas são uma prática comum no setor dos smartphones e automóveis, e a sua introdução no segmento dos wearables é um passo lógico para promover a sustentabilidade e a inovação contínua.
O Futuro dos Wearables e a Estratégia da Meta
Ao adotar esta estratégia, a Meta está, de facto, a posicionar-se de forma mais agressiva no competitivo mercado dos wearables. A inclusão de auriculares de outras marcas no programa de retomas mostra uma visão mais abrangente para captar utilizadores, independentemente do ecossistema de áudio que utilizam. Se este programa piloto se mostrar bem-sucedido nos EUA, é expectável que a Meta possa considerar a sua expansão para outros mercados, incluindo a Europa, onde as políticas de sustentabilidade e a economia circular são cada vez mais valorizadas. Esta abordagem não só pode reduzir o lixo eletrónico, como também tornar a tecnologia mais acessível, incentivando a inovação e o ciclo de vida dos produtos. No fundo, é mais um passo da Meta na sua aposta nos dispositivos que sustentam a visão do metaverso.
