Google Maps: É bom, mas as opções de rota podem ser mais inteligentes
O Google Maps é essencial, mas as suas opções de rota podiam ser mais sofisticadas para ir além do mais rápido. Descobre como pode melhorar. O Google Maps é,.
O Google Maps é, de facto, o gigante da navegação, uma aplicação omnipresente nos nossos telemóveis e nos sistemas de infoentretenimento dos automóveis. Para milhões de utilizadores em Portugal e no mundo, é a ferramenta padrão para nos levar de A a B, de forma eficaz e fiável. No entanto, e apesar da sua impressionante capacidade de nos guiar, há quem sinta que as opções de rota que oferece poderiam ser, na verdade, bem mais inteligentes e adaptadas às necessidades individuais dos utilizadores. Ao que parece, esta ferramenta robusta ainda tem uma considerável margem para evoluir, indo além do caminho mais rápido ou mais curto.
Mais do que o Caminho Mais Rápido ou Curto
Atualmente, quando introduzimos um destino no Google Maps, somos geralmente confrontados com algumas opções primárias: a rota mais rápida, a mais curta, e talvez uma que evite portagens ou autoestradas. Estas são, sem dúvida, opções úteis e que cobrem a maioria das necessidades básicas de deslocação. No entanto, o universo de fatores que um condutor, um ciclista ou um peão pode considerar para a sua viagem vai muito para lá destas alternativas limitadas. Pensemos, por exemplo, em alguém que prefere uma rota com menos tráfego e mais calma, mesmo que isso signifique adicionar alguns minutos ao percurso, ou um ciclista que procura vias mais seguras e com menos subidas, em vez de focar apenas na distância ou no tempo.
Desbloquear a Inteligência na Escolha de Rotas
A verdadeira inteligência do Google Maps poderia ser explorada ao oferecer critérios de escolha muito mais granulares e personalizados. Imagine opções como uma “rota cénica” para um passeio de fim de semana, “evitar ruas com muitos semáforos” para uma condução mais fluida e com menos paragens, ou até “melhor para veículos elétricos”, que considerasse pontos de carregamento e otimizasse o consumo de bateria. Para os peões, a preferência poderia ser por “ruas pedonais” ou “zonas mais iluminadas” em períodos noturnos, aumentando a segurança. Estas seriam, aliás, adições valiosas que elevariam a experiência do utilizador a um novo patamar, especialmente no mercado europeu e em Portugal em particular, onde a diversidade de paisagens, infraestruturas e hábitos de deslocação é bastante acentuada.
O Potencial da Inteligência Artificial
É neste ponto que a inteligência artificial (IA) e a aprendizagem automática (machine learning) podem desempenhar um papel crucial. Ao analisar padrões de utilização anónimos e dados de tráfego em tempo real de uma forma mais complexa, o Google Maps poderia prever não só a velocidade esperada, mas também a “qualidade” da rota com base em múltiplos parâmetros combinados. Poderia, inclusive, aprender com as preferências do utilizador ao longo do tempo, sugerindo rotas que se alinham mais com o seu estilo de condução ou deslocação, sem que este tenha de especificar cada detalhe vez após vez. A adaptação constante seria a chave.
Em suma, o Google Maps, de facto, faz um excelente trabalho a levar-nos de A a B. Contudo, a sua próxima evolução natural e a mais aguardada parece passar por se tornar um companheiro de viagem ainda mais astuto e intuitivo, oferecendo rotas que não apenas otimizem o tempo ou a distância, mas que também considerem as nuances e as prioridades individuais dos seus milhões de utilizadores. Seria, sem dúvida, uma aposta inteligente para o futuro da navegação pessoal.
