Som em smartphones: Volume alto não é sinónimo de qualidade
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Som em smartphones: Volume alto não é sinónimo de qualidade

Descubra a diferença crucial entre o volume e a qualidade do som nos altifalantes dos smartphones. Nem sempre o mais alto é o melhor para a sua experiência.

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No universo dos smartphones, a qualidade e a intensidade do som dos seus altifalantes são características cruciais que moldam a nossa experiência diária. No entanto, é comum que muitos consumidores confundam volume com qualidade, assumindo que um telemóvel mais ruidoso é automaticamente melhor. A verdade, contudo, é que estes dois atributos são, de facto, independentes e compreendê-los pode fazer toda a diferença na escolha do seu próximo dispositivo.

Volume: A Potência Sonora em Decibéis

O volume de um altifalante de smartphone refere-se, simplesmente, à intensidade máxima do som que este consegue produzir, medida em decibéis (dB). Um alto volume é útil em várias situações: para que o toque do telemóvel seja audível num ambiente barulhento, para ouvir chamadas em alta-voz sem dificuldade, ou para partilhar um vídeo com amigos num espaço aberto. De facto, a capacidade de um smartphone de atingir altos níveis de volume é uma especificação que muitos fabricantes destacam.

Contudo, é fundamental perceber que um dispositivo pode ser incrivelmente ruidoso e, ainda assim, oferecer uma experiência sonora desagradável. O mero aumento do volume pode, muitas vezes, introduzir distorção, tornando o áudio estridente, desequilibrado ou até incompreensível. É um erro comum pensar que o número de decibéis é o único indicador relevante para a performance sonora.

Qualidade de Som: A Busca pela Clareza e Harmonia

Por outro lado, a qualidade de som é um conceito muito mais abrangente e subjetivo. Ela define a clareza do áudio, o equilíbrio entre as diferentes frequências (graves, médios e agudos), a riqueza dos detalhes e, em última análise, o quão agradável o som é para o ouvinte. Um smartphone com boa qualidade de som consegue reproduzir música com profundidade, tornar o diálogo de um filme percetível e claro, e fazer com que as chamadas em alta-voz soem naturais e sem ruídos parasitas.

Esta qualidade é o resultado de uma combinação complexa de fatores, que vão desde o design físico dos altifalantes e a sua construção, até ao software de processamento de áudio e os codecs utilizados. É por isso que muitos telemóveis, apesar de não serem os mais ruidosos, são elogiados pela sua excecional fidelidade sonora, proporcionando uma experiência imersiva e sem a fadiga auditiva que a distorção pode causar.

A Importância de uma Escolha Consciente para o Utilizador Português

Para o consumidor português, que utiliza o smartphone para tudo – desde ouvir playlists no Spotify ou Apple Music, ver séries na Netflix, participar em videochamadas, ou simplesmente navegar nas redes sociais –, entender esta distinção é vital. Ao escolher um novo telemóvel, focar-se apenas na especificação de volume máximo pode levar a uma desilusão.

Em vez disso, é recomendável procurar análises e opiniões que abordem especificamente a qualidade de som, a presença de tecnologias como áudio estéreo, otimização por marcas especializadas (como Dolby Atmos), e a forma como o dispositivo se comporta na reprodução de diferentes tipos de conteúdo. Um smartphone com um volume moderado, mas com excelente clareza e equilíbrio, oferecerá sempre uma experiência muito mais gratificante do que um que apenas berra.

Em suma, embora o volume seja um fator importante para a audibilidade, a verdadeira medida de uma boa experiência sonora num smartphone reside na qualidade do seu áudio. No mercado europeu, onde a diversidade de ofertas é grande, os consumidores devem priorizar dispositivos que equilibrem bem estes dois aspetos. Afinal, de que serve ter um telemóvel que berra, se o que berra não se percebe? A sua audição e a sua experiência multimédia agradecem uma escolha mais informada e consciente.