iPhone Air: Valor de revenda cai a pique, um sinal de alerta?
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iPhone Air: Valor de revenda cai a pique, um sinal de alerta?

Um novo relatório revela que o iPhone Air da Apple está a perder valor de revenda a um ritmo recorde. Será um flop de vendas? Analisamos os dados. O iPhone A.

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O iPhone Air, o modelo mais recente da série 17 da Apple, parece estar a enfrentar desafios significativos no que toca à sua proposta de valor. Apesar de ser um lançamento relativamente recente, um novo relatório aponta para uma desvalorização recorde no mercado de usados, o que poderá, de facto, ser um sinal de alarme para a gigante de Cupertino e para os seus consumidores.

Este cenário de desvalorização acelerada levanta questões sobre o sucesso de vendas do iPhone Air e o seu posicionamento no competitivo mercado dos smartphones de topo. Para muitos, o valor de revenda de um dispositivo é um fator crucial na decisão de compra, e a rapidez com que este modelo está a perder valor poderá fazer os potenciais compradores repensar as suas opções.

Desvalorização Recorde no Mercado Secundário

Um estudo recente da SellCell, uma plataforma de análise de mercado de usados, revela dados preocupantes. Ao analisar a depreciação da série iPhone 17 com base em preços de retoma recolhidos de dezenas de empresas de compra e venda de equipamentos ao longo de um período de dez semanas, os resultados são claros: o iPhone Air perdeu entre 40,3% e 47,7% do seu valor inicial. Esta percentagem varia consoante a capacidade de armazenamento do modelo.

Especificamente, a versão base do iPhone Air com 256 GB, que foi lançada no mercado com um preço de venda ao público de cerca de 999 dólares (o que em Portugal equivaleria a um valor aproximado de 920 a 950 euros, aquando do lançamento, considerando taxas e impostos), viu o seu valor no mercado de usados cair 40,3%. Já o modelo de 512 GB, que custava cerca de 1.199 dólares (aproximadamente 1.100 a 1.150 euros na Europa), registou uma perda de 45% do seu valor em apenas dez semanas. Uma desvalorização tão acentuada num período tão curto é, de facto, incomum para um iPhone, que tradicionalmente mantém o seu valor de revenda de forma robusta.

Um Indicador de Preocupações com as Vendas?

A rápida desvalorização do iPhone Air pode ser interpretada como um barómetro da sua performance de vendas. Geralmente, uma menor procura por um novo smartphone traduz-se numa queda mais acentuada no seu valor no mercado secundário. Embora os detalhes específicos do volume de vendas ainda não sejam públicos, esta tendência no mercado de usados sugere que o iPhone Air poderá não estar a atrair tantos consumidores como a Apple esperava.

Entre os possíveis motivos para este desempenho abaixo do esperado, os analistas apontam para a percepção de falta de inovação substancial face aos seus antecessores, um preço elevado que o coloca numa categoria premium muito disputada, e a crescente concorrência por parte de outros fabricantes que oferecem alternativas robustas com características competitivas.

Impacto para o Consumidor Português e Europeu

Embora o relatório da SellCell se baseie em dados do mercado norte-americano, as tendências de desvalorização no mercado de tecnologia são frequentemente globais. Assim, é expectável que o iPhone Air no mercado de usados português e europeu possa seguir uma trajetória semelhante. Para os consumidores em Portugal que consideraram, ou ainda consideram, a compra deste modelo, esta informação é relevante. Quem adquiriu o dispositivo no lançamento poderá ver o seu valor de retoma ser inferior ao que seria normal para um iPhone tão recente. Por outro lado, para quem procura um bom negócio, a queda acentuada do valor no mercado secundário pode significar uma oportunidade de adquirir o iPhone Air a um preço mais apelativo no futuro próximo.

Em suma, a desvalorização recorde do iPhone Air no mercado de usados é um dado que merece atenção. Este fenómeno sublinha a volatilidade do segmento dos smartphones e a importância de fatores como a inovação e o posicionamento de preço para a retenção de valor. Resta saber como a Apple irá reagir a esta tendência e que estratégias irá adotar para os seus futuros lançamentos, num mercado que se revela cada vez mais exigente.