Frio Extremo na Europa: KLM Cancela Milhares de Voos por Falta de Anticongelante
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Frio Extremo na Europa: KLM Cancela Milhares de Voos por Falta de Anticongelante

A onda de frio polar que assola a Europa levou a KLM a cancelar mais de 2.300 voos devido à escassez de anticongelante. Um alerta para a infraestrutura aérea.

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A Europa enfrenta um início de 2026 gélido, com uma onda de frio polar a causar perturbações significativas. A companhia aérea holandesa KLM viu-se forçada a cancelar mais de 2.300 voos no Aeroporto Schiphol de Amesterdão até 7 de janeiro. O motivo é alarmante e simples: a falta de líquido anticongelante essencial para a segurança das aeronaves, exacerbada pela elevada procura e problemas na cadeia de abastecimento.

Impacto do Frio nos Voos

O intenso frio, com temperaturas a chegar aos -17 graus em algumas regiões e massas de ar ártico a cobrir o continente, levou à formação de gelo nos aviões em terra. Voar com gelo nas aeronaves é extremamente perigoso, comprometendo as condições aerodinâmicas e a segurança. O protocolo exige a aplicação de líquido descongelante e, posteriormente, um tratamento anti-gelo para evitar nova formação antes da descolagem. Contudo, os dias consecutivos de temperaturas negativas aumentaram drasticamente o consumo destes fluidos, esgotando rapidamente as existências do principal fornecedor. A KLM, por exemplo, utiliza cerca de 85.000 litros de fluidos por dia, com 25 camiões de descongelação em operação contínua.

Desafios na Cadeia de Abastecimento e Soluções Urgentes

A escassez de anticongelante não se limitou a Amesterdão, revelando uma vulnerabilidade na cadeia de abastecimento europeia perante condições climáticas extremas. A KLM teve de enviar equipas à Alemanha para procurar novas existências, e a situação levou a companhia a alertar que o problema "se estende atualmente por toda a Europa". Embora um primeiro fornecimento de mais de 100.000 litros tenha chegado a Schiphol a 8 de janeiro, a situação destaca a importância da preparação. Paradoxalmente, aeroportos em cidades mais a norte, como Helsínquia, enfrentam menos problemas por estarem melhor equipados e com maiores reservas para estas contingências.

Este incidente da KLM serve como um alerta crucial para a infraestrutura de transporte aéreo em toda a Europa, incluindo Portugal. Embora as condições de frio extremo sejam menos frequentes em Portugal, as perturbações em grandes hubs como Amesterdão têm um impacto direto nos voos de e para aeroportos portugueses. É imperativo que as companhias aéreas e os aeroportos europeus reforcem os seus planos de contingência e as cadeias de abastecimento de consumíveis críticos para garantir a resiliência operacional face a eventos climáticos cada vez mais imprevisíveis.