Dreame E1: O smartphone que quer replicar o ecossistema Xiaomi
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Dreame E1: O smartphone que quer replicar o ecossistema Xiaomi

Dreame, gigante dos eletrodomésticos, lança o seu primeiro smartphone, o E1. Descobre como a empresa quer seguir os passos da Xiaomi na criação de um ecossis.

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A Dreame, conhecida pelos seus aspiradores robô e outros eletrodomésticos inteligentes, prepara-se para uma jogada ambiciosa no mercado tecnológico: o lançamento do seu primeiro smartphone, o Dreame E1. Esta incursão marca uma clara mudança de estratégia para a gigante chinesa, que outrora visava ser a “nova Dyson” e agora ambiciona replicar o sucesso da Xiaomi, construindo um ecossistema de dispositivos interligados, tendo o telemóvel como centro.

O objetivo é claro: juntar-se a nomes como a Xiaomi e a Huawei no pódio das maiores empresas de tecnologia de consumo da China e do mundo. Com o Dreame E1 a surgir na base de dados europeia EPREL, a chegada deste novo concorrente ao mercado europeu – e, por inerência, português – parece ser apenas uma questão de tempo.

O Dreame E1: Primeiros Detalhes e a Aposta Europeia

Embora o anúncio oficial ainda esteja para chegar, o Dreame E1 já começou a dar que falar com o seu aparecimento na base de dados europeia EPREL, sob o nome ‘W5110’. Ao que parece, o smartphone virá equipado com um ecrã AMOLED de 6,67 polegadas e uma câmara principal de 108 megapíxeis, prometendo uma experiência visual e fotográfica competitiva.

No que toca à autonomia, espera-se uma bateria de 4.850 mAh, com carregamento de 33W. Contudo, talvez o pormenor mais relevante para os consumidores europeus e para os reguladores seja a promessa de sete anos de atualizações de sistema, um compromisso que ecoa as recentes exigências da União Europeia para a longevidade e suporte de dispositivos eletrónicos, e que poderá ser um forte argumento de venda no nosso mercado.

A Estratégia do Ecossistema: Seguir os Passos da Xiaomi

A ambição da Dreame vai muito além de um simples smartphone. A empresa mira a criação de um vasto ecossistema de produtos conectados, uma estratégia que a Xiaomi tem vindo a aperfeiçoar ao longo da última década. Originalmente, a Dreame, fundada em 2017, até fabricava aspiradores que faziam parte do ecossistema Xiaomi, enquanto construía em paralelo o seu próprio catálogo. Esta simbiose permitiu um crescimento meteórico, catapultando a Dreame para o terceiro lugar global no segmento de aspiradores robô, com 11,3% de quota de mercado, e um grande crescimento em receitas na Europa.

A visão é que o smartphone Dreame E1 funcione como o cérebro, o centro de controlo, para uma miríade de dispositivos inteligentes. A empresa já anunciou planos para expandir a sua oferta na Europa para lá dos aspiradores e produtos de beleza, incluindo televisores, ares condicionados, máquinas de lavar loiça e outros eletrodomésticos de cozinha nos próximos meses, tal como a Xiaomi faz com a sua gama “Mi Home”.

Investimento em I&D e Visão de Futuro

Para sustentar esta ambição, a Dreame aposta fortemente em investigação e desenvolvimento. Dos seus 5.000 funcionários, 60% estão dedicados ao I&D, e a empresa investe 7% das suas receitas anuais neste segmento. Este compromisso é um indicador claro de que a Dreame não quer ser apenas mais um fabricante de aspiradores, mas sim uma potência tecnológica capaz de rivalizar com os grandes nomes do setor.

A entrada no mercado dos smartphones, portanto, não é um salto no escuro, mas sim um passo calculado numa estratégia para consolidar a sua posição como um dos “três tigres” da tecnologia de consumo, dominando não só o lar, mas também o bolso dos consumidores através dos seus dispositivos móveis. Resta agora aguardar pelo anúncio oficial e a disponibilidade em Portugal para ver se o Dreame E1 e o seu ecossistema conseguem conquistar os consumidores europeus.

Em suma, a transição da Dreame para o mercado dos smartphones é um testemunho da sua visão de criar um ecossistema abrangente de dispositivos inteligentes. Ao aprender com o modelo de sucesso da Xiaomi, a empresa procura oferecer uma experiência integrada aos seus utilizadores. Com o Dreame E1 como o pilar central desta estratégia, resta saber se a gigante chinesa conseguirá convencer os consumidores portugueses e europeus a adotar a sua visão de um futuro conectado. O lançamento do E1 é, sem dúvida, um marco importante para a Dreame, e um desenvolvimento a seguir de perto no panorama tecnológico.