Criadores fogem da 'Taxa Substack' em busca de controlo e ganhos
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Criadores fogem da 'Taxa Substack' em busca de controlo e ganhos

Uma nova vaga de escritores e criadores de conteúdo está a migrar do Substack para plataformas rivais como Ghost e Beehiiv. A decisão é impulsionada pela busca de maior controlo, autonomia e modelos de monetização mais favoráveis. A plataforma outrora dominante enfrenta críticas crescentes sobre o seu modelo de comissões e funcionalidades sociais.

5 min de leitura

Uma nova vaga de escritores e criadores de conteúdo está a abandonar o Substack, a outrora badalada plataforma de newsletters, em busca de alternativas que ofereçam maior controlo e condições financeiras mais vantajosas. Publicações proeminentes, incluindo o popular The Ankler, têm vindo a migrar para rivais como Ghost, Beehiiv, Passport e Patreon, citando preocupações com o modelo de preços do Substack, o seu foco crescente em funcionalidades sociais e a perceção de uma deterioração na qualidade e utilidade da plataforma. Este êxodo marca um ponto de viragem para muitos que procuram uma relação mais sustentável com as suas audiências e os seus negócios de conteúdo.

O Custo da Comissão e a Busca por Autonomia

O cerne da questão para muitos criadores reside no modelo de monetização do Substack, que retira uma comissão de 10% sobre o total das receitas de subscrição. Embora esta “taxa Substack” possa parecer insignificante inicialmente, acumula-se rapidamente à medida que as publicações crescem em número de subscritores e em volume de receitas. Em contraste, muitas plataformas rivais operam com um modelo de subscrição mensal fixa, independentemente do volume de receitas geradas, o que representa uma poupança substancial para publicações de maior dimensão.

Sean Highkin, criador da publicação desportiva The Rose Garden Report, é um exemplo notório. Após mudar do Substack para o Ghost em abril passado, Highkin afirma que ganha “significativamente mais dinheiro”. O seu custo anual em Ghost, com um complemento chamado Outpost, é de 2.052 dólares (USD), em comparação com os 4.968 dólares (USD) que pagava anualmente no Substack. Desde o final de 2024, a base de subscritores do The Rose Garden Report cresceu 22%. A história é semelhante para Matt Brown, criador do Extra Points, com 71.000 subscritores, que poupa “milhares de dólares por ano” na Beehiiv, para onde se mudou em 2021. Brown estima que pagaria ao Substack mais de 25.000 dólares (USD) por ano em taxas, ao passo que paga à Beehiiv cerca de 3.000 dólares (USD).

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Outras queixas comuns incluem a perceção de que o Substack prende os escritores e os seus subscritores num ecossistema fechado, com integrações limitadas a aplicações de terceiros e opções de personalização restritas. A plataforma mantém a sua marca na parte inferior das newsletters e nos endereços web dos criadores, a menos que se invista num domínio personalizado. Tyler Denk, fundador da Beehiiv, compara a sua plataforma à Shopify, em vez da Amazon, enfatizando a autonomia do criador sobre a sua marca e negócio. Esta abordagem contrasta com o investimento do Substack em funcionalidades de descoberta e recomendação, como as “Notes”, que podem impulsionar o envolvimento, mas não garantem subscritores exportáveis. Janice Min e Richard Rushfield do The Ankler expressaram o desejo de “mais flexibilidade e controlo sobre produtos, receitas e relações com a audiência do que a plataforma [Substack] permite”, mencionando também a preocupação de não querer estar numa plataforma que “havia sido constante – e não tão dissimuladamente – 'enshittified'” – um termo que alude à degradação gradual de um serviço, tornando-o menos útil para os utilizadores enquanto beneficia a plataforma. Embora o cofundador do Substack, Hamish McKenzie, defenda a exportabilidade da lista de email e conteúdo, ele admite que esta portabilidade não se estende aos “seguidores” das Notes, sublinhando a diferença entre meros seguidores e subscritores valiosos.

O Impacto Global na Economia dos Criadores

A tendência de migração observada nos Estados Unidos reflete um desafio mais vasto na economia global dos criadores de conteúdo, incluindo na Europa. As plataformas como Substack, Ghost e Beehiiv têm alcance internacional, e as preocupações com os modelos de preços, controlo de dados e autonomia da marca são universais. Criadores europeus também enfrentam a necessidade de maximizar os seus rendimentos e manter uma ligação direta e sem entraves com as suas audiências. A busca por alternativas que ofereçam transparência nos custos e maior flexibilidade no desenvolvimento do negócio é crucial num mercado digital cada vez mais competitivo e regulado. A pressão sobre as plataformas para justificarem as suas comissões e o valor que realmente adicionam aos criadores, em vez de simplesmente agirem como intermediários dispendiosos, é um debate que ressoa fortemente em todo o continente, impulsionando a procura por soluções mais equitativas e sustentáveis para o crescimento do conteúdo independente.

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Implicações para o Mercado Português de Conteúdo Digital

Em Portugal, o cenário para os criadores de conteúdo e jornalistas independentes que utilizam plataformas de newsletter segue uma dinâmica semelhante. Muitos criadores portugueses, embora talvez com audiências de menor escala que os seus congéneres norte-americanos, também utilizam serviços globais como o Substack para monetizar o seu trabalho. A “taxa Substack” e as limitações de controlo representam os mesmos obstáculos para o crescimento e a rentabilidade dos seus projetos. Para estes criadores, a escolha de uma plataforma que ofereça maior autonomia, custos mais previsíveis e a capacidade de exportar facilmente os seus dados de subscritores e conteúdo é vital para a longevidade do seu negócio. A existência de alternativas com modelos de preços mais justos, como o Ghost e o Beehiiv, que operam com taxas fixas em vez de comissões percentuais, oferece uma oportunidade significativa para os criadores portugueses otimizarem os seus ganhos e investirem mais na produção de conteúdo de qualidade, promovendo um ecossistema de media independente mais robusto e diversificado no país.

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