CES 2026: As TVs Micro RGB que prometem redefinir a qualidade de imagem
As TVs Micro RGB são a grande novidade da CES 2026, com Samsung e LG a liderar a aposta. Descubra como esta tecnologia de luxo está a elevar a fasquia da ima.
A cada nova edição da Consumer Electronics Show (CES), uma tecnologia emerge como a grande promessa para o futuro da imagem. Em 2026, essa estrela é, sem dúvida, o Micro RGB. Após uma estreia discreta no ano passado, esta inovadora tecnologia de ecrãs de luxo está agora em todo o lado na CES, gerando um entusiasmo considerável no seio da indústria e entre os entusiastas.
Mas o que são, de facto, as TVs Micro RGB e o que as distingue das já conhecidas tecnologias OLED, Mini LED ou Micro LED? A PRISMATEK mergulha nos detalhes para explicar porque é que esta nova geração de ecrãs promete redefinir a experiência de visualização em casa.
A Trajetória dos Ecrãs Planos: Um Preâmbulo ao Micro RGB
Para compreender a relevância do Micro RGB, é crucial revisitar a evolução das tecnologias de ecrã nas últimas duas décadas. Começámos com os LCDs, que dependiam de cristais líquidos e uma retroiluminação, lutando para produzir pretos verdadeiros (resultando em cinzentos escuros) e sofrendo de distribuição de luz irregular. A introdução da retroiluminação LED resolveu algumas dessas falhas, permitindo maior brilho e zonas de dimming local, mas ainda com limitações de contraste.
A tecnologia Quantum Dot (QD), popularizada pelos QLED da Samsung, trouxe melhorias significativas na precisão e brilho das cores, usando nanocristais semicondutores. Seguiu-se o Mini LED, que combinou QD com centenas ou milhares de zonas de dimming, melhorando o contraste mas ainda com problemas de blooming e pretos que não eram perfeitos.
Por outro lado, o OLED revolucionou os pretos perfeitos e o contraste infinito, ao permitir que cada pixel emitisse a sua própria luz e pudesse ser desligado individualmente. No entanto, o OLED debate-se com níveis de brilho inferiores e o risco de burn-in. O Micro LED, com os seus LEDs inorgânicos microscópicos, promete o melhor de dois mundos – pretos perfeitos e alto brilho sem burn-in – mas permanece proibitivamente caro, como o The Wall da Samsung, que ronda os 40.000 dólares (cerca de 37.000 euros ao câmbio atual).
Micro RGB: O Melhor Compromisso entre Brilho e Fidelidade de Cor
É neste cenário que surge o Micro RGB (também conhecido como RGB Mini LED) como uma solução altamente promissora. Ao contrário das retroiluminações uniformes em branco ou azul dos modelos Mini LED, o Micro RGB utiliza retroiluminações LED individuais para as cores vermelho, verde e azul, controladas com precisão através de uma camada de cristal líquido. Esta abordagem permite um número significativamente maior de zonas de dimming local.
O resultado líquido é uma fidelidade de cor e um contraste superiores aos dos ecrãs Mini LED regulares, com um brilho potencialmente superior ao do OLED. Esta tecnologia consegue uma cobertura impressionante de 100% do exigente padrão HDR BT.2020 – um feito inédito na indústria – o que significa que pode reproduzir milhares de milhões de cores nativamente e exibir uma percentagem maior do espectro visível. Contudo, dado que os pixels não podem ser ligados e desligados individualmente como no OLED ou Micro LED, o contraste final não é tão absoluto quanto nestas tecnologias.
Samsung e LG: A Liderar a Aposta na Nova Geração de TVs
Até há bem pouco tempo, o único televisor Micro RGB no mercado era o Samsung 115 polegadas 4K MR95F, que se destacava pela sua precisão de cor e um preço de luxo a rondar os 29.999 dólares. No entanto, a CES 2026 marca uma expansão dramática. A Samsung anunciou uma linha completa de TVs Micro RGB, com tamanhos de ecrã entre 55 e 115 polegadas, que “definirão um novo padrão para a visualização premium em casa”. Estes modelos, embora certamente com preços mais acessíveis que o pioneiro, deverão ser os mais caros da marca no lançamento ainda este ano. A gigante sul-coreana impressionou ainda com um protótipo de 130 polegadas, que, segundo relatos, deixou os observadores “boquiabertos” com a sua “incrível precisão e riqueza de cores”.
A LG também entrou em força no segmento, revelando a sua primeira linha de TVs Micro RGB “evo”, disponíveis em 75, 86 e 100 polegadas. A empresa promete igualmente 100% de cobertura da gama de cores BT.2020, para além de 100% em modos SDR como Adobe RGB e o padrão P3, e mais de mil zonas de dimming local. Editores que viram os modelos de ambas as marcas relatam uma “qualidade de imagem incrivelmente rica” e “texturas surpreendentemente realistas” que, de facto, colocam os outros ecrãs de topo de gama à prova.
Com a Samsung e a LG a liderar o caminho, é evidente que as TVs Micro RGB estão posicionadas para se tornarem a próxima referência no segmento de luxo dos ecrãs. Embora os preços iniciais possam ser elevados, a expectativa é que a tecnologia se torne mais acessível ao longo do tempo, à medida que a produção aumenta. A CES 2026 cimenta o estatuto do Micro RGB como um pilar fundamental no futuro da experiência visual em casa, prometendo cores mais vibrantes e brilho sem precedentes.