A Era dos Ecrãs de 60Hz na Apple Chegou ao Fim?
Há quase uma década que a Apple introduziu o ProMotion de 120Hz no iPad Pro, mas esta tecnologia continua a ser um luxo restrito aos modelos 'Pro'. Numa altura em que a concorrência oferece taxas de atualização elevadas até em gamas médias, questionamos se não é tempo de a gigante de Cupertino democratizar esta funcionalidade para o consumidor português. A persistência nos 60Hz levanta questões sobre o valor percebido dos seus modelos base.
Há quase uma década, em 2017, a Apple surpreendeu o mercado com o ecrã ProMotion de 120Hz no iPad Pro, uma inovação que prometia fluidez e responsividade sem precedentes. No entanto, o que deveria ser um padrão de excelência, permanece, todos estes anos depois, uma funcionalidade "premium" reservada aos seus dispositivos mais caros. Esta persistência nos ecrãs de 60Hz nos modelos base levanta a questão: estará a Apple a ficar para trás, especialmente no competitivo mercado europeu?
O Divórcio entre o Pro e o Padrão
A taxa de atualização de 120Hz, inicialmente uma caraterística de destaque dos iPad Pro, expandiu-se mais tarde para os modelos iPhone Pro, nomeadamente a partir do iPhone 13 Pro. Este recurso, conhecido como ProMotion, proporciona uma experiência de utilização significativamente mais suave, seja a navegar em redes sociais, a percorrer páginas web ou a jogar. No entanto, os modelos iPhone e iPad "não Pro" continuam presos aos 60Hz, o que é notável quando comparado com o panorama atual da indústria.
No mercado português e europeu, é comum encontrar smartphones Android de gama média – alguns até na faixa dos €300-€400 – que já oferecem ecrãs de 90Hz ou até 120Hz. Marcas como a Xiaomi, Samsung ou OnePlus democratizaram esta tecnologia, tornando-a acessível a um público mais vasto. A Apple, ao manter o 60Hz nos seus dispositivos de entrada, força os consumidores que desejam esta fluidez a pagar um preço substancialmente mais elevado por um modelo "Pro", algo que pode ser difícil de justificar face à concorrência.
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A Estratégia da Apple e a Expectativa do Consumidor Europeu
A decisão da Apple de reservar o ProMotion para os seus modelos mais caros parece ser uma estratégia de segmentação de mercado bem definida, visando diferenciar claramente as suas gamas. Contudo, esta abordagem começa a sentir o peso da expectativa dos consumidores. Num contexto em que o valor percebido pelo dinheiro é crucial, sobretudo em mercados como o português, a ausência de um ecrã de alta taxa de atualização num smartphone que pode custar mais de €800 nos modelos base é cada vez mais difícil de aceitar.
Enquanto outras empresas investem em tornar a tecnologia de ecrãs mais avançada um padrão, a Apple continua a tratá-la como um luxo. Para o consumidor europeu, habituado a ver inovações rápidas e acessíveis no ecossistema Android, esta disparidade torna-se cada vez mais evidente. É tempo de a Apple reconhecer que a fluidez de 120Hz deixou de ser um "extra" para se tornar uma expectativa padrão para um dispositivo moderno, independentemente de ser "Pro" ou não.
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Para o utilizador português, que investe num dispositivo Apple pela sua qualidade e ecossistema, ver um iPhone ou iPad base a operar com a mesma taxa de atualização que um smartphone de entrada de gama de há vários anos é desapontante. A democratização do ProMotion não é apenas uma questão de especificação técnica, mas de valor e experiência do utilizador. A Apple tem a oportunidade de elevar o padrão em toda a sua linha de produtos, garantindo que nenhum dos seus utilizadores se sinta a pagar um preço premium por uma experiência que já não é de topo.
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